INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NA EDUCAÇÃO: SABERES DOCENTES, COMPLEXIDADE E JUSTIÇA COGNITIVA 0 0
DOI:
https://doi.org/10.69675/RCU.2763-7646.11748Palavras-chave:
Saberes docentes, Inteligência artificial generativa, Complexidade, Justiça cognitivaResumo
O presente estudo propõe analisar as implicações da Inteligência Artificial Generativa (IAG) no contexto educacional tendo como principal aporte teórico os saberes docentes de Tardif (2014), os princípios do pensamento complexo de Morin (2000, 2001, 2015) e a justiça cognitiva de Visvanathan (1997, 2009). Parte-se do pressuposto de que a inserção da IAG na escola não deve ser compreendida apenas sob uma perspectiva instrumental, exigindo uma abordagem que considere as dimensões epistemológicas, pedagógicas e experienciais da docência. A articulação teórica derivou categorias analíticas que evidenciam as interações entre os saberes docentes, os princípios da complexidade e o uso da IAG, sendo elas: letramento epistemológico digital, integração curricular, mediação pedagógica reflexiva, aprendizagem docente consciente e legitimidade pedagógica ampliada, sob o aporte da justiça cognitiva de Visvanathan (1997), que contribui para orientar o uso reflexivo e equitativo da IAG, valorizando a expertise dos professores. Conclui-se que a abordagem complexa permite compreender a tecnologia como elemento que problematiza, reorganiza e ressignifica os saberes docentes, ampliando o papel formativo do educador diante das transformações contemporâneas.
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