Autismo, normalização e funcionalidade: uma crítica ao paradigma clínico  e educacional a partir de Fernand Deligny 0 0

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31792/

Palavras-chave:

Autismo, Biopolítica, Fernand Deligny

Resumo

Este artigo analisa filosoficamente o paradigma clínico dominante no tratamento do autismo, centrado na adaptação às normas de comunicação e sociabilidade, tendo em vista a ideia do normal e do patológico e da biopolítica. A partir daí, argumenta-se que a noção de funcionalidade participa de um regime de normalização daqueles que não se ajustam ao ideal de autonomia comunicativa. Em contraposição, examina-se a experiência de Fernand Deligny com crianças autistas não verbais nas Cévennes, destacando sua crítica ao modo de abordar o autismo como déficit e sua proposta de uma abordagem baseada na presença próxima, na cartografia dos trajetos e na composição com o meio. Essa perspectiva permite compreender o autismo não verbal como um regime perceptivo singular e desloca a clínica da correção para a criação de condições de habitabilidade, abrindo espaço para uma ética e uma política da coexistência entre diferentes modos de vida.

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Biografia do Autor

  • Carlos Henrique Machado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP)

    Doutor em Filosofia pela FLUP - Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador no Aesthetics, Politics and Knowledge Group, do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto.

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Publicado

03/10/2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Autismo, normalização e funcionalidade: uma crítica ao paradigma clínico  e educacional a partir de Fernand Deligny . Revista Cocar, [S. l.], v. 24, n. 42, 2026. DOI: 10.31792/. Disponível em: https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/11563. Acesso em: 14 out. 2026.