Entre o sagrado e a política: saúde, biodiversidade e resistência dos povos Tembé no Alto Rio Guamá sob a perspectiva da PNASPI 64 6
Palavras-chave:
saúde indígena, Mudanças climáticas, DecolonialidadeResumo
Este estudo analisa as interfaces críticas entre saberes tradicionais, biodiversidade e os desafios da PNASPI entre o povo Tembé no Território Indígena Alto Rio Guamá (TIARG). A pesquisa consistiu em um ensaio teórico-reflexivo e documental sob lente decolonial (2014-2025), investigando como as mudanças climáticas afetam a saúde indígena. No TIARG, a saúde é compreendida como "saúde-território", indissociável da floresta. Contudo, as queimadas antropogênicas promovem um "epistemicídio" ao destruir a base material dos rituais e da autonomia farmacológica. A análise evidencia que o racismo institucional e a colonialidade do saber invisibilizam práticas tradicionais em favor de uma biomedicina tecnicista. Conclui-se que a promoção da saúde requer um olhar decolonial que coloque a proteção territorial como premissa de justiça sanitária e o diálogo simétrico entre saberes no SUS, especialmente frente à agenda da COP 30.
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