Uma análise socioantropológica das raízes e práticas do autoritarismo brasileiro: desafios para uma formação política emancipatória 13 4
Palavras-chave:
Autoritarismo, Cultura Brasileira, Formação HumanaResumo
Este estudo busca refletir sobre o autoritarismo como uma dimensão socioantropológica intrínseca à cultura política e social brasileira, transcendendo regimes específicos para se manifestar em práticas cotidianas por meio de uma herança autoritária. Analisando suas origens históricas, o texto argumenta que as expressões e práticas autoritárias forjaram uma sociedade profundamente hierarquizada e desigual. Não obstante, a naturalização da autoridade, evidente em expressões como "sabe com quem está falando?", é apresentada como um sintoma dessa internalização. O estudo embasa-se em autores como Lilia Moritz Schwarcz, Marilena Chauí, Caio Prado Júnior, Florestan Fernandes e Roberto Bueno, entre outros, para se compreender a gênese e a persistência de estruturas, discursos e práticas autoritárias que impactam a democracia e subsidiam a negação de direitos fundamentais. O estudo ressalta, ainda, a importância da reflexão filosófica para uma formação política emancipatória como ferramenta crucial para a desnaturalização dessas estruturas e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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Referências
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