Da infância violentada ao não silenciamento na universidade: retratos da mãe desenhados pela filha 39 12

Autores

Palavras-chave:

Memória, Ensino domiciliar, História oral andina, EJA, Formação docente

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar, por meio da memória, a trajetória educacional de uma colaboradora da pesquisa, desde experiências de ensino domiciliar vivenciadas na infância até a conclusão da Licenciatura em Pedagogia, identificando sentidos, discursos e subjetividades atribuídos à formação escolar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza (auto)biográfica, fundamentada na História Oral, realizada por meio de entrevista de história de vida. O depoimento foi gravado, transcrito e interpretado em diálogo com literatura da área da educação e dos estudos da memória. Os resultados evidenciam que as experiências educativas ocorridas fora da escola formal estiveram relacionadas à ausência de acesso a instituições escolares em contexto interiorano e ribeirinho, e que a escolarização posterior foi marcada por descontinuidades, exigindo retomadas sucessivas, especialmente na Educação de Jovens e Adultos. Conclui-se que a trajetória formativa analisada expressa processos de resistência e ressignificação da experiência escolar, destacando o papel da EJA e da universidade pública como mediações para a garantia do direito à educação ao longo da vida.

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Biografia do Autor

  • Tânia Maria Ferreira, , , Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

    Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Amapá, Campus Binacional (2025). Trabalha como funcionária pública na prefeitura do Município de Oiapoque, Amapá, desde 2006.

  • Viviane Ferreira Labout dos Santos, , , Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

    Formada em Pedagogia pela Universidade Federal do Amapá, Campus Binacional (2025). Atua como professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental na Secretaria de Educação do Município de Oiapoque, Amapá, desde 2024.

  • Luiz Eduardo Paulino da Silva, , , Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

    Doutor em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no Programa de Pós-graduação em Educação da UERJ (Proped). É professor adjunto na Universidade Federal do Amapá, campus Binacional, atuando no colegiado de Pedagogia desde 2022.

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Publicado

10/07/2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Da infância violentada ao não silenciamento na universidade: retratos da mãe desenhados pela filha. Revista Cocar, [S. l.], v. 24, n. 42, 2026. Disponível em: https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/11089. Acesso em: 13 set. 2026.