Da infância violentada ao não silenciamento na universidade: retratos da mãe desenhados pela filha 39 12
Palavras-chave:
Memória, Ensino domiciliar, História oral andina, EJA, Formação docenteResumo
Este artigo tem como objetivo analisar, por meio da memória, a trajetória educacional de uma colaboradora da pesquisa, desde experiências de ensino domiciliar vivenciadas na infância até a conclusão da Licenciatura em Pedagogia, identificando sentidos, discursos e subjetividades atribuídos à formação escolar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza (auto)biográfica, fundamentada na História Oral, realizada por meio de entrevista de história de vida. O depoimento foi gravado, transcrito e interpretado em diálogo com literatura da área da educação e dos estudos da memória. Os resultados evidenciam que as experiências educativas ocorridas fora da escola formal estiveram relacionadas à ausência de acesso a instituições escolares em contexto interiorano e ribeirinho, e que a escolarização posterior foi marcada por descontinuidades, exigindo retomadas sucessivas, especialmente na Educação de Jovens e Adultos. Conclui-se que a trajetória formativa analisada expressa processos de resistência e ressignificação da experiência escolar, destacando o papel da EJA e da universidade pública como mediações para a garantia do direito à educação ao longo da vida.
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