Relações étnico-raciais e leitura psicanalítica: impactos do racismo na infância negra
Palavras-chave:
Educação, Racismo, PsicanáliseResumo
Neste artigo serão refletidas injunções do racismo na subjetividade de crianças negras que se percebem a partir de um lugar simbólico matizado por “não ser” branco no Brasil. Tem por objetivo pôr em diálogo os campos da educação e da psicanálise, a partir da Pesquisa de Nogueira (1998), e outras produções, Munanga (1998), Kon, Silva e Abud (2017) inferindo que crianças negras são afetadas em sua psique pelo matiz de pertencimento racial, ao contrário do que se diz sobre o inconsciente não ter cor, crianças percebem-se nesse lugar. A educação das relações étnico-raciais situa-se num lócus de possibilidades significativas para o desenvolvimento de práticas que possam contar uma outra história, onde a criança negra tenha assegurado o seu direito de ser e crescer dignamente, sem opressões e humilhações. Na clínica, gradativamente, as práticas de escuta vêm sendo desenvolvidas sem escamotear a existência da criança em sua plenitude, favorecendo a aceitação de si.
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