Confrontando a homofobia recreativa na caserna: uma narrativa autoetnográfica 59 119
Palavras-chave:
Homofobia recreativa, Cultura militarista, AutoetnografiaResumo
Essa pesquisa coloca em evidência a minha própria experiência como sujeito e autor, cujo objetivo central é o de narrar os casos de homofobia que sofri como policial assumidamente LGBT+ no quartel. A metodologia utilizada teve por base a autoetnografia como forma de perscrutar os casos de discriminação, fundamentada nas construções de Adams, Bochner e Ellis (2011), auxiliando na obtenção de dados para a pesquisa em um processo de resgate de histórias, rememoração de fatos e eventos, através da memória. Os aportes teóricos estão alicerçados nos escritos de Andrade (2017), Antunes (2017) e Foucault (1984, 1988, 2014). Por fim, percebeu-se que o recrudescimento da repressão sexual se dá através da negação da existência, como forma de legitimação da heterossexualidade compulsória (Butler, 2003) através da prática da homofobia recreativa e do poder que disciplina os corpos dos sujeitos de desejo.
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Referências
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