“Sequestro Acadêmico": Alienação Cultural e Resistência Epistêmica de Intelectuais Negros e Periféricos na Universidade Moderna Colonial
Palavras-chave:
Educação Superior, Colonialismo, Identidade RacialResumo
Este artigo analisa a persistência de estruturas colonialistas na universidade, focando no conceito de "sequestro acadêmico" como mecanismo de manutenção do poder epistêmico. Investiga-se como a inclusão de corpos racializados não desmonta, mas recicla a economia racial do conhecimento. Através de uma abordagem qualitativa, com entrevistas semiestruturadas e procedimento analítico de conteúdo, o trabalho explora as experiências de intelectuais negros e periféricos no ambiente acadêmico. Discute-se a alienação cultural como projeto colonial atualizado e as estratégias de ressignificação identitária desenvolvidas pelos sujeitos. O estudo propõe a transformação da universidade em uma encruzilhada epistemológica, onde a desobediência epistêmica seja condição para uma ciência verdadeiramente plural.
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