FORMAÇÃO DOCENTE E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM CONTEXTOS QUILOMBOLAS: SABERES, RESISTÊNCIA E DECOLONIALIDADE 57 21
DOI:
https://doi.org/10.69675/RCU.2763-7646.11512Palavras-chave:
Práticas pedagógicas antirracista, Educação quilombola, Pedagogia decolonialResumo
Este artigo discute a formação de professores e as práticas pedagógicas decoloniais em contextos quilombolas, dialogando com autores como Aníbal Quijano, Catherine Walsh, bell hooks, Paulo Freire e Nilma Lino Gomes. A pedagogia decolonial propõe uma ruptura com a hegemonia eurocêntrica, valorizando saberes locais e ancestrais - especialmente dos povos indígenas e quilombolas - como formas de resistência cultural e epistemológica. A partir da revisão bibliográfica crítica, fundamentada/ na busca de descritores conceituais e nas contribuições teóricas dos autores selecionados para a análise do tema, refletiu-se sobre a importância de repensar a formação docente sob uma perspectiva decolonial, sobretudo em contextos quilombolas. Quanto aos resultados, evidenciou-se que a formação de professores, na perspectiva decolonial, constitui uma proposta de reconstrução das bases epistemológicas que estruturam os conhecimentos produzidos no cotidiano escolar. Conclui-se que a formação docente decolonial torna-se urgente para promover uma educação que respeite os saberes e identidades quilombolas, rompendo com a lógica da neutralidade pedagógica, consolidando práticas pedagógicas antirracistas.
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