Gramáticas vivas do açaí: escutar, problematizar, resistir
Gramáticas vivas del açaí: escuchar, problematizar, resistir
Resumo
Este artigo, recorte de uma dissertação de mestrado, adota a terapia gramatical-desconstrucionista para problematizar a prática sociocultural do açaí na formação inicial de professores. A partir de um curso com a temática “O Ensino de Práticas Matemáticas da/na Amazônia Paraense”, realizado em uma universidade pública do Norte do Brasil, foram analisadas falas que evidenciam efeitos e afetos nas etapas da cadeia produtiva do açaí. Destacam-se percepções de exploração ambiental, econômica e social, entrelaçadas a afetos expressos por memórias, sentimento de pertença e denúncias de injustiças. O texto discute a produção de conhecimento sobre uma prática ancestral marcada por tensões coloniais e gestos de cuidado entre humanos e a natureza.
Palavras-chave: Práticas Socioculturais; Problematização Indisciplinar; Terapia Gramatical-Desconstrucionista.
Resumen
Este artículo, recorte de una disertación de maestría, adopta la terapia gramatical-desconstruccionista para problematizar lapráctica sociocultural del açaí enlaformación inicial de docentes. A partir de un curso conla temática “La Enseñanza de Prácticas Matemáticas de/enlaAmazonía Paraense”, realizado en una universidad pública del norte de Brasil, se analizaron intervenciones que evidencianefectos y afectosenlas etapas de lacadenaproductivadel açaí. Se destacan percepciones de explotación ambiental, económica y social, entrelazadasconafectosexpresados por memorias, sentimiento de pertenencia y denuncias de injusticias. El texto discute laproducción de conocimiento sobre una práctica ancestral marcada por tensiones coloniales y gestos de cuidado entre humanos y lanaturaleza.
Palabras clave: PrácticasSocioculturales; Problematización Indisciplinaria; Terapia Gramatical-Deconstruccionista.
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