A felicidade em Aristóteles e a constituição do homem virtuoso na pólis grega 15 7
Palavras-chave:
Felicidade, Ética, PolíticaResumo
Fundamentado principalmente nas obras Ética a Nicômaco e Política, este texto tem o objetivo de discutir o conceito de felicidade (eudaimonia) em Aristóteles, apresentando a indissociabilidade entre a ética e a política no movimento de formação do homem virtuoso na pólis grega. De acordo com o filósofo, o que há de específico no homem é o seu modo de ser e de viver, exclusiva de um ente que é dotado de razão. Essa é a essência humana: um ser que pode viver, sentir, avaliar, discernir, escolher e agir em um contexto de convívio e comunhão com outros seres humanos e se relacionar de forma respeitosa e responsável com os demais seres da natureza. Esse é o caminhar do homem rumo à sua condição excelente e, nesse caminhar, consiste a felicidade. A ética e a política são justamente essa possibilidade de realização da excelência (areté) como fim (télos) último do homem.
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Referências
ARISTÓTELES. Política. Ed. Bilíngue grego-português. Tradução e notas Antônio Campelo Amaral e Carlos de Carvalho Gomes. Lisboa: Vega, 1998.
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PLATÃO. A República. Tradução de Benedito Nunes, Belém, PA: Universitária – UFPA, 2000.
VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Tradução de Ísis Borges B. da Fonseca. Rio de Janeiro, 2002.
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