A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: REFLEXÕES A PARTIR DE UMA OFICINA DE MICROSCOPIA

Autores

DOI:

10.69675/RCU.2763-7646.11378

Palavras-chave:

Alfabetização científica, Formação de professores, Ensino de Ciências, Prática investigativa

Resumo

O artigo analisa as contribuições de uma oficina de microscopia para o desenvolvimento de habilidades para promover a alfabetização científica e para a formação inicial de professores de Licenciatura em Pedagogia. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório, foi realizada com 37 discentes e teve como objetivo compreender como experiências práticas e investigativas podem favorecer a construção de saberes científicos e pedagógicos nos futuros professores. A metodologia consistiu na aplicação de um questionário composto por 12 perguntas abertas, cujas respostas foram examinadas por meio da análise de conteúdo embasadas em Bardin (2016). A oficina foi organizada em quatro momentos: introdução e diálogo inicial, observação com lupa de mão, uso do estereomicroscópio e análise de amostras vegetais e de insetos com o microscópio óptico. Os resultados revelaram cinco eixos principais: curiosidade e encantamento, ampliação do olhar investigativo, relação entre teoria e prática, alfabetização científica e desafios pedagógicos. A vivência permitiu compreender que a formação docente precisa criar espaços de experimentação e diálogo, favorecendo o desenvolvimento de atitudes científicas e éticas diante do conhecimento. Conclui-se que a vivência da oficina contribuiu para o fortalecimento da postura investigativa dos licenciandos e para a compreensão da ciência como processo humano, cultural e educativo.

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Biografia do Autor

Robson Corrêa Mendes, Universidade Federal do Pará - UFPA

Doutorando e mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM) da Universidade Federal do Pará (UFPA); Licenciado em Ciências Naturais pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e Bacharelado em Administração pela Universidade Anhanguera. Professor Substituto da Faculdade de Ciências Naturais do Campus Universitário do Tocantins/Cametá da Universidade Federal do Pará (UFPA). 

Ricardo Arturo Guerra-Fuentes, Universidade Federal do Pará - UFPA

Doutor e mestre em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade de São Paulo (USP); Graduado em Ciências Biológicas (licenciatura e bacharelado) pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor no curso de Licenciatura em Ciências da Natureza no Campus Universitário do Tocantins-Cametá, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Fabio Colins da Silva, Universidade Federal do Pará - UFPA

Doutor e mestre em Educação em Ciências e Matemáticas pela Universidade Federal do Pará (UFPA); Mestre em Ensino da Língua Portuguesa e suas Respectivas Literaturas pela Universidade do Estado do Pará (UEPA); Graduado em Matemática (UFPA); Graduado em Letras Língua Portuguesa (UEPA); Graduado em Pedagogia (UNINTER). Atualmente é professor efetivo da Universidade Federal do Pará, lotado no Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI/UFPA); Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM/UFPA) e do Programa de Mestrado Profissional em Educação Inclusiva (PROFEI-Unifesspa).

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Publicado

08/06/2026

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Como Citar

MENDES, R. C.; GUERRA-FUENTES, R. A.; SILVA, F. C. da. A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: REFLEXÕES A PARTIR DE UMA OFICINA DE MICROSCOPIA. Revista Comunicação Universitária, Belém, v. 6, p. 1–19, 2026. DOI: 10.69675/RCU.2763-7646.11378. Disponível em: https://periodicos.uepa.br/index.php/comun/article/view/11378. Acesso em: 19 jun. 2026.

Edição

Seção

Artigos