A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: REFLEXÕES A PARTIR DE UMA OFICINA DE MICROSCOPIA
DOI:
10.69675/RCU.2763-7646.11378Palavras-chave:
Alfabetização científica, Formação de professores, Ensino de Ciências, Prática investigativaResumo
O artigo analisa as contribuições de uma oficina de microscopia para o desenvolvimento de habilidades para promover a alfabetização científica e para a formação inicial de professores de Licenciatura em Pedagogia. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório, foi realizada com 37 discentes e teve como objetivo compreender como experiências práticas e investigativas podem favorecer a construção de saberes científicos e pedagógicos nos futuros professores. A metodologia consistiu na aplicação de um questionário composto por 12 perguntas abertas, cujas respostas foram examinadas por meio da análise de conteúdo embasadas em Bardin (2016). A oficina foi organizada em quatro momentos: introdução e diálogo inicial, observação com lupa de mão, uso do estereomicroscópio e análise de amostras vegetais e de insetos com o microscópio óptico. Os resultados revelaram cinco eixos principais: curiosidade e encantamento, ampliação do olhar investigativo, relação entre teoria e prática, alfabetização científica e desafios pedagógicos. A vivência permitiu compreender que a formação docente precisa criar espaços de experimentação e diálogo, favorecendo o desenvolvimento de atitudes científicas e éticas diante do conhecimento. Conclui-se que a vivência da oficina contribuiu para o fortalecimento da postura investigativa dos licenciandos e para a compreensão da ciência como processo humano, cultural e educativo.
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