Gramáticas vivas do açaí: escutar, problematizar, resistir

Gramáticas vivas del açaí: escuchar, problematizar, resistir

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Resumo

 

Este artigo, recorte de uma dissertação de mestrado, adota a terapia gramatical-desconstrucionista para problematizar a prática sociocultural do açaí na formação inicial de professores. A partir de um curso com a temática “O Ensino de Práticas Matemáticas da/na Amazônia Paraense”, realizado em uma universidade pública do Norte do Brasil, foram analisadas falas que evidenciam efeitos e afetos nas etapas da cadeia produtiva do açaí. Destacam-se percepções de exploração ambiental, econômica e social, entrelaçadas a afetos expressos por memórias, sentimento de pertença e denúncias de injustiças. O texto discute a produção de conhecimento sobre uma prática ancestral marcada por tensões coloniais e gestos de cuidado entre humanos e a natureza.

Palavras-chave: Práticas Socioculturais; Problematização Indisciplinar; Terapia Gramatical-Desconstrucionista.

 Resumen

Este artículo, recorte de una disertación de maestría, adopta la terapia gramatical-desconstruccionista para problematizar lapráctica sociocultural del açaí enlaformación inicial de docentes. A partir de un curso conla temática “La Enseñanza de Prácticas Matemáticas de/enlaAmazonía Paraense”, realizado en una universidad pública del norte de Brasil, se analizaron intervenciones que evidencianefectos y afectosenlas etapas de lacadenaproductivadel açaí. Se destacan percepciones de explotación ambiental, económica y social, entrelazadasconafectosexpresados por memorias, sentimiento de pertenencia y denuncias de injusticias. El texto discute laproducción de conocimiento sobre una práctica ancestral marcada por tensiones coloniales y gestos de cuidado entre humanos y lanaturaleza.

Palabras clave: PrácticasSocioculturales; Problematización Indisciplinaria; Terapia Gramatical-Deconstruccionista.

 

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Biografia do Autor

Luis Paulo Carvalho Monteiro, Universidade Federal do Pará

Mestre em Educação em Ciências e Matemáticas (PPGECM/UFPA). Integra a Rede de Pesquisa sobre Pedagogias Decoloniais na Amazônia e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Modelagem Matemática GEMM/IEMCI-UFPA. Cursa especialização em Tecnologias para Educação Profissional e Tecnológica (IFSC). Graduação em Licenciatura Integrada em Ciências, Matemática e Linguagens (UFPA). Pesquisa Tecnologias Digitais, Práticas Socioculturais, Indisciplinaridade e Decolonialidade na Educação (Matemática).

Elizabeth Gomes Souza , Universidade Federal do Pará

Professora Adjunta do Instituto de Educação Matemática e Científica - UFPA. Pós- doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas. Doutora em Ensino, Filosofia e História das Ciências (2012) pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências da Universidade Federal da Bahia e Universidade Estadual de Feira de Santana. É mestre em Educação Matemática (Abril-2007) pela Universidade Federal do Pará, onde graduou-se em Licenciatura Plena em Matemática (2004). Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas-IEMCI_UFPA.

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Publicado

05/11/2025

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Como Citar

MONTEIRO, L. P. C.; SOUZA , E. G. Gramáticas vivas do açaí: escutar, problematizar, resistir: Gramáticas vivas del açaí: escuchar, problematizar, resistir. Revista Cocar, [S. l.], v. 23, n. 41, 2025. Disponível em: https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/10436. Acesso em: 3 mar. 2026.