SAÚDE MENTAL E UNIVERSITÁRIOS
IDENTIFICAÇÃO DE FATORES RELACIONADOS AO ADOECIMENTO PSÍQUICO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE
DOI:
10.65573/rescx.v1n8.0014Palabras clave:
Saúde mental, Estudantes de Ciências da Saúde, Estresse acadêmico, Fatores de risco, Revisão integrativaResumen
A vida universitária na área da saúde impõe desafios que impactam a saúde mental dos estudantes. Esta revisão integrativa, de abordagem qualitativa, teve como objetivo identificar fatores de risco associados ao adoecimento psíquico entre universitários da saúde, entre 2019 e 2024. A busca foi realizada nas bases LILACS, MEDLINE, PubMed, BDENF e SciELO, utilizando os descritores “Saúde Mental”, “Estudantes da área da saúde” e “Fatores de risco”. Foram incluídos 12 estudos, que apontaram a carga acadêmica excessiva, a pressão por desempenho e a privação do sono como principais desencadeadores de estresse, ansiedade e depressão, sobretudo entre estudantes da saúde e ciências exatas. Dificuldades socioeconômicas, baixa renda e falta de suporte social aumentaram a vulnerabilidade, especialmente entre cotistas e minorias raciais. Mulheres apresentaram maior prevalência de sofrimento psíquico. Hábitos de vida inadequados, como sedentarismo, má alimentação e consumo de álcool e drogas, agravaram os quadros mentais. O impacto da pandemia de COVID-19 foi destacado como fator de intensificação do sofrimento psíquico, principalmente entre estudantes do sexo feminino. Por outro lado, a progressão acadêmica mostrou-se, em alguns casos, um fator de proteção. Conclui-se que estratégias de suporte psicológico, redução do estresse acadêmico e promoção de hábitos saudáveis são essenciais para mitigar os impactos negativos do ambiente universitário na saúde mental dos estudantes, investindo, assim, no futuro acadêmico e social.
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