DANÇA EDUCAÇÃO E O ENSINO EM SAÚDE: PROPOSTA AO AUTOCUIDADO DE CRIANÇAS.

Autores

  • Euquilene Pedro de Sousa euquilenesousa.2014@gmail.com
  • Fihama Aline Lima Alho Ritter fihamalimaritter@gmail.com
  • Sirleide Milhomem Araujo Veloso sirleidemilhomem.araujo@gmail.com
  • José Robertto Zaffalon Júnior jrzaffalon@hotmail.com

Resumo

O ensino em saúde contribui de forma significativa na educação de crianças por ser capaz de trabalhar a promoção da saúde, a higiene corporal e a importância do autocuidado. Tornando, portanto, necessário buscar métodos diferenciados para a promoção do ensino em saúde, no qual, destaca-se a dança educação como uma estratégia pedagógica. Nesse sentido, a presente pesquisa tem por objetivo analisar a influência da dança como prática educativa no ensino em saúde e sua importância para o desenvolvimento do autocuidado de crianças. O trabalho resultou de uma pesquisa de campo, de caráter exploratório-descritivo com abordagem qualitativa, tendo interface com a pesquisa ação. Foi realizado no Centro de Assistência Social La Salle, no município de Altamira, com 25 crianças de ambos os sexos entre 07 a 10 anos de idade, identificadas como Participante1 (P1) a P25 e selecionadas através do método de amostragem não probabilística intencional. Para coleta de dados utilizou-se um questionário contendo 17 perguntas voltadas para a análise das atitudes dos participantes, aplicado antes e após os procedimentos educativos. As informações coletadas foram analisadas de forma qualitativa e apresentadas em forma de textos descritivos, utilizando a análise de conteúdo. A pesquisa revelou uma influência significativa da dança em relação à compreensão do termo “autocuidado”, notou-se uma apropriação de informações por parte das crianças que compreenderam a importância das Ações Educativas (AE) como ferramenta para a melhora da saúde.

Referências

BARBOSA. Taís de Souza et al. Qualidade de vida e saúde bucal em crianças e adolescentes: aspectos conceituais e metodológicos. Physis, [s.l.], v. 20, n. 1, p.283-300, 2010. FapUNIFESP (SciELO). DOI: 10.1590/s0103-3312010000100015.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa Portugal: Edições 70 LDA, 2002.

BRASIL, Ministério da Saúde. Agencia Nacional de vigilância sanitária: Segurança do paciente higienização das mãos. Brasília-DF. 2002.

BRASIL. Academia brasileira de Audiologia Conselho Federal de Fonoaudiologia. Guia de orientação para e desenvolvimento da saúde auditiva na atenção primária. Março de 2001.

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes da política nacional de saúde bucal. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Módulo 12: higiene, segurança e educação. / Ivan Dutra Faria, João Antônio Cabral Monlevade. – Brasília: Universidade de Brasília, 2008.

BRASIL. Ministério da Saúde. Série B. Textos Básicos de Saúde. Cadernos de Atenção Básica, n. 24 Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica, Brasília-DF, 2009.

CAMARGO, Maria Bettina et al. A noção de cuidado de si mesmo e o conceito de autocuidado na enfermagem. Texto Contexto - Enferm., [s.l.], v. 15, n. , p.152-157, 2006. Fapunifesp (SCIELO). DOI: 10.1590/s0104-07072006000500018.

CAMINADA, Eliana. História da dança: evolução cultural. Rio de janeiro: Sprint, 1999.

CARVALHO, Yara Maria de. Atividade física e saúde: onde está e quem é o “sujeito” da relação?. Revista Brasileira de Ciência do Esporte, São Paulo, v. 22, n. 2, p.9-21, jan. 2001. Disponível em: <http://revista.cbce.org.br/index.php/RBCE/article/view/409>. Acesso em: 03 jul. 2018.

CONFEF, Conselho Federal de Educação Física. Cartas brasileiras de educação física. Carta Brasileira de Intervenção Integrada à Área da Saúde. Rio de Janeiro RJ: Confef/crefes, 2009.

COUTO, Vania Claudia do. Higiene pessoal corporal com ênfase à importância do banho, lavagem das mãos e unhas. 2011. 22 f. Monografia (Especialização) - Curso de Curso de Especialização em Saúde Para Professores do Ensino Fundamental e Médio, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2011.

DAOLIO, Jocimar. Os significados do corpo na cultura e as implicações para a Educação Física. Movimento, São Paulo, v. 2, n. 2, p.24-28, jun. 1995. Disponível em: <https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/19309/000242837.pdf>. Acesso em: 02 jul. 2018.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

MAUSS, Marcel. Les techniques du corps in Sociologie et Anthropologie. PUF: Paris, 1950

NANNI, Dionísia. Dança educação: princípios e métodos e técnicas. 4. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2002.

OLIVEIRA, Joseane Maria Andrade Mouzinho De. Educação em Saúde: 2008. 185 f. Dissertação (Mestre) - Curso de Mestre em Educação, Departamento de Programa de Pós-graduação em Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2008. www.abc.org.br.

RANGEL, Nilda Barbosa Cavalcante. Dança educação física. Jundiaí São Paulo: Fontoura, 2002.

ROLFE, Linda; HARLOW, Mary. Let’s dance. London: BBC Enterprises, 1992.

SIQUEIRA, Denise da Costa Oliveira. Corpo, comunicação e cultura: a dança contemporânea em cena. São Paulo: Autores Associados, 2006.

STRAZZACAPPA, Marcia; MORAND, Carla. Entre a arte e à docência: A formação do Artista da dança. Campinas: Papirus, 2006.

TEIXEIRA, Elizabeth. As três metodologias. Petrópolis Rio de Janeiro: Vozes, 2010.

Downloads

Publicado

24.07.2019
Métricas
  • Visualizações do Artigo 269
  • PDF downloads: 117

Edição

Seção

Artigos Originais