PLANTAS MEDICINAIS NA COVID-19: 0 0
SABERES TRADICIONAIS DE COMUNIDADES QUILOMBOLAS DA ILHA DE MARAJÓ, PARÁ
DOI:
https://doi.org/10.65573/rescx.v1n9.0030Palavras-chave:
Território. Comunidades Tradicionais. Medicina Popular. Espiritualidade. Saúde Coletiva.Resumo
As práticas de cuidado mobilizadas por comunidades tradicionais durante a pandemia da COVID-19 revelam como saúde, território e espiritualidade se articulam na vida cotidiana. Este artigo analisou como moradores das comunidades Mangueiras e Salvá, no município de Salvaterra, na ilha do Marajó, recorreram a saberes ancestrais para prevenção e cuidado de sintomas associados à COVID-19. Realizou-se um estudo de campo com entrevistas com os moradores destas duas vilas. Os resultados evidenciaram o uso das plantas medicinais cultivadas nos quintais e a permanência de rituais e rezas como formas de proteção, mesmo com restrições de circulação e de encontros coletivos. As falas indicaram que essas práticas funcionaram como estratégia local de cuidado, reduzindo deslocamentos e sustentando respostas comunitárias em um contexto de vulnerabilidade sanitária. Concluiu-se que a pandemia intensificou a visibilidade de um sistema de cuidado territorializado, baseado em memória intergeracional e vínculos comunitários, apontando a necessidade de políticas de saúde que dialoguem com saberes locais de forma respeitosa e orientada ao uso seguro.
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