PROTEÇÃO HIDROLÓGICA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E TERRAS INDÍGENAS NO PARÁ: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA 0 0

Autores

DOI:

https://doi.org/10.65573/rescx.v1n9.0039

Palavras-chave:

Integridade Ambiental, Serviços Ecossistêmicos, Amazônia Oriental, Qualidade da Água, Conectividade Hidrológica

Resumo

Os sistemas de água doce na Amazônia brasileira oriental estão cada vez mais vulneráveis à expansão do uso da terra, à mineração, à intensificação agrícola e ao enfraquecimento da governança ambiental. Este estudo sintetiza evidências revisadas por pares publicadas entre 2020 e 2025 para avaliar a eficácia hidrológica das Unidades de Conservação e Terras Indígenas na proteção dos recursos hídricos no estado do Pará. Uma revisão sistemática baseada no PRISMA 2020 identificou treze estudos elegíveis. Os territórios protegidos apresentaram consistentemente um desempenho hidrológico superior, incluindo índices mais elevados de integridade do habitat, menor contaminação por metais, regimes hidrológicos mais estáveis e comunidades biológicas mais saudáveis. Em contrapartida, as áreas não protegidas afetadas pela mineração, pressões urbanas e agronegócio apresentaram concentrações elevadas de ferro, manganês e alumínio, maior turbidez, enriquecimento de nutrientes e comprometimento biológico em peixes e macroinvertebrados. As terras indígenas demonstraram significativa capacidade de amortecimento hidrológico, embora a ocupação ilegal e o desmatamento tenham minado cada vez mais sua resiliência. As projeções climáticas também indicam um aumento da vulnerabilidade hidrológica em toda a Amazônia. As evidências confirmam que os territórios protegidos atuam como infraestruturas naturais críticas para sustentar a integridade da água doce no Pará, enfatizando a necessidade de fortalecer a governança, o monitoramento e a proteção ambiental.

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Biografia do Autor

  • OLEANE BARROS VIEIRA, Universidade do Estado do Pará - UEPA

    Profissional com formação técnica em Segurança do Trabalho pelo Instituto Federal do Pará , bacharelado concluído em Administração pela Faculdade Estácio e graduação em andamento em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade do Estado do Pará. A trajetória acadêmica e prática inclui a participação no projeto de extensão "Biodiversidade na Mesa", voltado ao uso sustentável dos recursos naturais da floresta na região do Xingu. No campo da pesquisa científica, investiga a contaminação hídrica por mercúrio oriundo de garimpos ilegais e seus reflexos na população indígena Yanomami , os impactos socioambientais e na saúde pública decorrentes das usinas hidrelétricas de Belo Monte e Pimental , bem como os desafios e oportunidades no ensino de Educação Ambiental. O perfil consolida capacitação analítica e gerencial por meio de formações complementares em planejamento estratégico, gestão de pessoas e projetos , além de aprofundamento técnico em biossegurança, normas trabalhistas e tecnologias aplicadas ao meio ambiente. Apresenta engajamento contínuo na difusão do conhecimento, integrando congressos e seminários dedicados ao saneamento, segurança de barragens e sustentabilidade.

  • Kailany Beatriz Da Silva, Universidade do Estado do Pará - UEPA

    Estudante de graduação do curso de Engenharia Ambiental da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

  • Yasmim Pandilha Braga, Universidade do Estado do Pará - UEPA

    Estudante de graduação do curso de Engenharia Ambiental da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

  • Emilly Ketlyn Martins Da Silva, Universidade do Estado do Pará - UEPA

    Estudante de graduação do curso de Engenharia Ambiental da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

  • Naira Da Fé Santos, Universidade do Estado do Pará - UEPA

    Estudante de graduação do curso de Engenharia Ambiental da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

  • Álisson Rangel Albuquerque, Universidade do Estado do Pará - UEPA

    Professor adjunto do curso de Engenharia Florestal, vinculado ao Departamento de Ciências Florestais da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Campus VIII.

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Publicado

31.10.2026

Como Citar

PROTEÇÃO HIDROLÓGICA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E TERRAS INDÍGENAS NO PARÁ: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA. (2026). Revista De Educação, Saúde E Ciências Do Xingu, 1(9). https://doi.org/10.65573/rescx.v1n9.0039