NEGATIVA FAMILIAR PARA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS DE POTENCIAIS DOADORES EM MORTE ENCEFÁLICA 0 0
DOI:
https://doi.org/10.65573/Palavras-chave:
Obtenção de ógãos e tecidos, Família, Morte encefálicaResumo
Objetivou-se descrever as causas da recusa familiar à doação de órgãos e tecidos para transplante. Tratou-se de estudo exploratório e descritivo, de abordagem quantitativa, realizado em hospital terciário, a partir de banco de dados da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante. Incluiu-se todas as notificações de potenciais doadores em morte encefálica entre 2019 e 2024, com exclusão daquelas com dados incompletos. Foram analisados 146 potenciais doadores identificados entre 2019 e 2024, com predomínio do sexo masculino e faixa etária de 40 a 60 anos, tendo como principais causas de morte encefálica acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico, encefalopatia hipóxica e AVE isquêmico. A entrevista familiar ocorreu em 45,2% dos casos, com autorização para doação em 22,6%, resultando na captação de 60 órgãos e tecidos, principalmente rins e fígados. A negativa familiar e a impossibilidade de concluir o diagnóstico foram os principais motivos para a não efetivação, enquanto conflitos familiares, tempo prolongado do processo e ausência de manifestação prévia do doador destacaram-se entre as causas de recusa, evidenciando barreiras assistenciais, comunicacionais e socioculturais no processo de doação. Por fim, os resultados demonstram que persistem barreiras estruturais, comunicacionais e socioculturais, que reduzem as taxas de doação efetiva.
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