DE NOVO "O PORTO É A PORTA": Breve per-curso literário do encontro entre a teologia e a antropologia presentes na prosa de Adélia Prado e de Clarice Lispector

Autores

  • Alessandra Serra Viegas Doutoranda em Teologia pela PUC-Rio e em História Comparada pela UFRJ

Palavras-chave:

Teologia. Literatura. Antropologia. Clarice Lispector. Adélia Prado

Resumo

O artigo a seguir apresenta uma análise sucinta das obras Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres e A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector e O homem da mão seca, de Adélia Prado, sob um elemento peculiar às três leituras: o encontro entre a questão antropológica - que demarca o conhecimento, o cuidado e a aceitação de si e do outro - e o pensamento teológico - que se manifesta no conhecimento de Deus (em Adélia, e do Deus, como Clarice costuma nomear), a partir da ‘humanidade do mais humano’ presente em ambas as obras. De fato, o texto bíblico do profeta Isaías ilustra o que se quer (d)escrever nas linhas abaixo, isto é, conseguir ver a Deus está intrínseca e corolariamente imbricado a ver-se a si mesmo: "ai de mim, que estou perdido! Pois sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram ao Rei, o Senhor os Exércitos" (Is. 6,5). Eis o ‘encontro feliz’ de Adélia e Clarice

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