O PROTESTANTISMO HISTÓRICO, NEOPENTECOSTALISMO E O "CALDO" CULTURAL PÓS-MODERNO. 1163 586

Autores

  • Carlos Henrique de Souza Doutorando em Ciências Sociais na Universidade do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Protestantismo, Pós-modernidade, Identidade.

Resumo

O objetivo deste trabalho é repensar o campo evangélico atual tendo como eixo temático a questão da identidade evangélica no contexto da pós-modernidade. A idéia é leitura de Fredric Jamenson sobre a noção de pós-modernismo, tendo como referencial base a questão do descentramento e dos fluxos identitários. A questão proposta é refletir sobre a rigidez das identidades do campo evangélico elaboradas pela sociologia do protestantismo até os anos 1980. Neste sentido, o texto avança sobre a classificação do neopentecostalismo na ótica do gradiente seita-igreja feito por parte da literatura sociológica dos anos 1990. Este processo agregou o pentecostalismo e seu crescimento a categoria acusatória de pentecostalização como degeneração e perda da identidade histórica das igrejas protestantes. O texto conta com um estudo de caso que teve como campo a Catedral Metodista do Rio de Janeiro. A ideia é pensar que atualmente, a partir do caso da carismatização das igrejas históricas, temos não a perda da identidade ou destradicionalização do protestantismo histórico, mas a presença de uma pan-identidade evangélica que ocorre a partir de um ecumenismo de base inserido no contexto de liquidez identitária atual.

Biografia do Autor

  • Carlos Henrique de Souza, Doutorando em Ciências Sociais na Universidade do Rio de Janeiro
    Doutorando em Ciências Sociais na Universidade do Rio de Janeiro

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